Às margens dos rios de Babilônia...


O salmista quando no tempo de cativeiro chorou... ( ch-orou): 
Às margens dos rios de Babilônia, nos assentávamos chorando, lembrando-nos de Sião.
Nos salgueiros daquela terra, pendurávamos, então, as nossas harpas,
porque aqueles que nos tinham deportado pediam-nos um cântico. Nossos opressores exigiam de nós um hino de alegria: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
Como poderíamos  cantar um cântico do Senhor em terra estranha?"

Salmos 137:1-4

A história de todos nós tem tudo a ver com o local e objetos que envolvem nossa vida. Você é o local que nasce, a atmosfera que envolve esse lugar, as formas e cores, os objetos e claro, principalmente, as pessoas. Não se apaga uma história... ela tem uma força comunicativa enorme. Romper com a história de nossa vida é passar por cima de tudo que nos formou. Nesse texto, vemos que o povo de Israel estava vivendo um momento doloroso. Lhes foram tirado o direito de viver sua própria história... esta inclusive, com uma bagagem, exageradamente, sobrenatural. Havia um Deus envolvido nisso tudo! Uma vontade soberana... 
Poeticamente, o salmista exclama: Às margens do rio de Babilônia... ali, naquele lugar espaçoso, que poderia emitir vida, porque água é vida, emitia na verdade, tristeza, luto, perdas e muito choro... era água no rio e água nos olhos. Parecia até um lugar profético!
O povo de Deus sofria pelas escolhas erradas... em meio ao caos do cativeiro não conseguiam cantar. Mas seus oponentes sabiam que a música, o louvor deles além de bonito era abençoador. Eles não queriam o Deus de Israel mas queriam, sua música, sua alegria. 
Agora a pergunta que não quer calar: "Como cantar em terra estranha? Todo mundo sabe que a ligação de Israel com terra é algo forte demais! É muito espiritual! Afinal, toda a relação de Deus com eles estava ligada à promessa de uma terra que manava leite e mel. E essa relação é eterna... ou seja, não parou no tempo. 
Pense num coração impedido de adorar? Impedido de cantar, de se alegrar... a questão era geográfica, também, mas muito mais, espiritual. A geografia é muito importante dentro da vontade de Deus, pois quando ele determina um lugar para manifestar-se, outro não será possível. E como naquele momento havia a ideia de um Deus nacional... isso é perfeitamente entendido. 
Bem, houve o momento de choro, de saudade e de  arrependimento. Cativeiro não é algo permanente!
O tempo de choro cessou! 
Porém, o que era tão negro na realidade do povo tornou-se  parte de sua história. Quem sobreviveu ao cativeiro teve o que contar e melhor, teve o que cantar! 
Se você estiver vivendo um cativeiro, busque a presença de Deus em oração e arrependimento...chore às margens do seu rio. Deus destruirá o cativeiro e você voltará a viver as promessas de Deus. 
Pela cruz de Cristo, Maristela Guimarães.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

QUANDO DEUS NOS LEVA PARA O DESERTO...

Passemos para o outro lado... mudança de nível.

O agir de Lapidote...