Nós nos saudamos, mas não nos falamos...

   

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? (João 14.9)
Um dos amigos de Voltaire, conta-se em seu diário pessoal, impressivo incidente da vida do grande escritor o filósofo francês do século XVIII.  Uma procissão religiosa atravessava, solene, as ruas de Paris, carregando, comovidamente, um crucifixo. Quando o séquito passou por Voltaire, que estava acompanhado por um dos seus amigos mais íntimos, este se surpreendeu ao ver o pensador francês tirar o chapéu, num ato de referência. Perguntou-lhe então: – Voltaire, acaso tu te reconciliaste com Deus? Ironicamente, respondeu Voltaire, com aquela ironia que lhe era tão peculiar. – “Nós nos saudamos, mas não nos falamos”...
Palavras de um filósofo, realidade de muitos...
Não pensem que essa frase somente se aplica a incrédulos confessos. Não, claro que não! Existem muitas pessoas, que se dizem crentes em Deus, vivendo somente de saudações cristãs. É triste porém, verdade. Se nos fere ver alguém que gostaríamos de ter ao lado e, às vezes, o que nos resta é somente uma saudação... imagine o que Deus não sente?
Jesus fez uma pergunta a Filipe, que serve pra nós.  Estamos tanto tempo com Ele nos cultos, nas igrejas, nos encontros de células, nas reuniões extras, shows,etc.  Passamos mais tempo com as pessoas do que com Ele. Não são palavras de censura, mas de incentivo. Oswald Chambers comenta: “ Jesus é a última pessoa que chegamos a conhecer intimamente. Antes do Pentecostes, os discípulos conheciam Jesus como aquele que lhes dera poder para vencer demônios e para promover um avivamento, Luc.10.18-20. Era um excelente nível de conhecimento; mas havia um nível ainda mais elevado – "Eu vos chamo amigos". A amizade é rara na terra. Ela significa identificação mútua de pensamento, alma e espírito. Toda a disciplina da vida tem por finalidade capacitar-nos a entrar nesse relacionamento mais íntimo com Jesus Cristo. Recebemos as suas bênçãos e conhecemos a sua Palavra, mas será que o conhecemos como Ele é?
Jesus disse: "Convém-vos que eu vá" – aquele relacionamento precisava terminar para que ele pudesse elevá-los a um relacionamento mais sublime. Será sempre uma alegria para Jesus ver um discípulo seu interessar-se por viver através duma maior intimidade n’Ele. O aparecimento de frutos é sempre apresentado como a manifestação de uma união íntima com Jesus Cristo, João 15.1-4.
Depois que nos tornamos íntimos com Jesus, nunca nos sentiremos sós, nunca precisamos de conforto; podemos dar de nós mesmos o tempo todo sem nos sentirmos desprovidos de nada. A pessoa que conhece Jesus intimamente nunca deixará para outros suas impressões próprias, mas apenas a impressão de que Jesus está achando o caminho livre através de sua vida, já que o derradeiro abismo que restava em sua natureza foi totalmente preenchido por Jesus. A única impressão deixada por uma vida assim é a grande firmeza interior que o Senhor dá àqueles que se tornam íntimos com Ele.”
Pense nisso!

Pela cruz de Cristo, Maristela Guimarães.

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