Quando não basta saber o certo...

Era um homem rico. Um homem com hábito de receber pessoas importantes em sua casa. Um homem com muitos servos e servas à sua disposição... um homem de condições elevadas na sociedade. Homem de boas conversas e risadas. Homem instruído na Torá, religioso... um fariseu. Um dia, convidou esse homem a Jesus para almoçar em sua casa. E Jesus foi... ao se acomodarem para comer, eis que uma prostituta chegou e interrompeu o momento: adorava a Jesus. Ela chorava ajoelhada, lavava-lhe  os pés com as lágrimas e  enxugava-os com seus cabelos. À medida do acontecimento, o fariseu, mentalmente recriminava Jesus e até duvidava do seu ministério por aceitar que a mulher impura o tocasse e manifestasse-lhe amor. Jesus conhecendo o que se passava no interior do fariseu respondeu-lhe com uma pergunta: 

“Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários.  Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais?”
Simão respondeu: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”.
“Você julgou bem”, disse Jesus.
Em seguida, virou-se para a mulher e disse a Simão: “Vê esta mulher? Entrei em sua casa, mas você não me deu água para lavar os pés; ela, porém, molhou os meus pés com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. Você não ungiu a minha cabeça com óleo, mas ela derramou perfume nos meus pés. Portanto, eu digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados; pois ela amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama”.


Moral da História - Não adianta saber o certo se quando você tem oportunidade de fazer... não faz! Simão convidou Jesus para ir até a sua casa.  Até aí, tudo bem. Mas ele não se preocupou em atender, servir, receber Jesus como um verdadeiro convidado. Ele sabia das regras de etiqueta da época... de como se receber bem um convidado. Mas ele ignorou isso com Jesus. Talvez por julgar não ser Jesus digno, um simples  nazareno, filho de pobre carpinteiro... ele não se preocupou em atender bem, porque na verdade, ele só queria saber se de fato Jesus era quem dizia ser. Era especulativo... nota-se por seus pensamentos religiosos. Mas a mulher não... ela tinha certeza de quem se tratava e tinha muito amor por Ele. Quando Jesus questionou Simão pela história contada, ele sabia dar a resposta certa... saber o certo é o que muitos sabem. Fazer o certo é o que quase todos não fazem. 

Deus não está olhando para nossa aparência religiosa... para nossa forma bonita de falar. Tenho uma leve impressão que nossas liturgias quase que teatrais causam desconforto a Jesus. Nossa fé coletiva está mais pra contemplação que outra coisa... e pior, se a sós, continuar sendo. 

Senhor ajuda-nos... 
Precisamos fazer o que é certo! 
Dá-nos uma fé viva, ativa 
Fé com conteúdo
Fé com prática
Fé pra fora 
Fé para o outro...
Socorre-nos!

Tira de nós o "Simão" desse tempo...

Livra-nos desse formalismo que  deforma... mas também, remove esse emocionalismo que  cega,  enfraquece e abafa o verdadeiro cristianismo. Equilibra-nos, Senhor! 
"Aviva tua obra no meio dos anos..."

Pela cruz de Cristo, Maristela Guimarães. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Na beleza dos cactos o incentivo para romper com os problemas da vida...

QUANDO DEUS NOS LEVA PARA O DESERTO...

O lugar onde Deus ordena a bênção...