Eu amarei você para sempre!




No corredor da minha memória está pendurada uma fotografia. É uma foto que eu estimo muito. Uma foto de duas pessoas – um homem e uma mulher, um casal na septuagésima década de vida. O homem está deitado em uma cama de hospital. Mas a cama de hospital está na sala de estar, não em uma sala de hospital. O seu corpo, para todos os propósitos práticos, está inútil. Os músculos devem ter sido tão devastados pela doença que eles estão esticados de osso a osso como o tecido esticado nos suportes de um guarda ­chuva. O homem respira através de uma mangueira fixada em um buraco na parte de baixo de sua garganta. E apesar de seu corpo ser ineficaz, seus olhos estão brilhando – e eles examinam a sala. Eles examinam a sala, procurando por sua companheira, uma mulher de quem a idade está oculta por seu vigor juvenil. Apesar de seu cabelo ser grisalho, ela é vibrante e saudável, em contraste com a figura deitada na cama. Ela energeticamente realiza sua tarefa do dia: cuidar de seu marido. Com uma lealdade inabalável, ela faz o que vem fazendo por dois anos. Não é uma tarefa fácil: ela tem que barbeá-­lo, dar banho nele, alimentá ­-lo, pentear seu cabelo, escovar seus dentes. Ela segura sua mão enquanto eles sentam e assistem televisão juntos.Ela levanta no meio da noite e secciona seus pulmões. Ela se inclina e beija seu rosto febril. Que foto preciosa ela é. Ela é preciosa porque é um retrato de minha própria mãe e pai. Alguns diriam que é uma foto trágica do que uma doença pode fazer com o corpo de um homem. E enquanto isso é verdade, é uma lembrança gloriosa do que a devoção pode fazer com o casamento de um casal. Na época em que Deus chamou meu pai para casa, meus pais estavam casados por mais de 40 anos. Muita coisa pode acontecer em 40 anos. Casados durante a Depressão. Quatro filhos, três retiradas de amígdalas, 16 anos de ensino universitário, mais de uma dúzia de transferências de trabalho. Seis anos nos quais um trabalhou no turno da manhã e o outro, no turno da noite para que os filhos não fossem deixados sozinhos. Quarenta anos oferece várias razões para desistir do casamento. Desculpas mais do que suficientes para sair. Eles não só viveram durante a Primeira Guerra Mundial, eles provavelmente também resistiram a 100 guerras domésticas. Então o que deu “raça” ao seu casamento? Primeiro, uns poucos meses antes de sua morte, eu perguntei para o meu pai o que manteve os dois juntos. Ele disse, “Bem, ir embora nunca foi uma opção.” 
        Ir embora nunca foi uma opção... O que eles tinham era um casamento para sempre – um casamento no qual duas pessoas, olhos nos olhos, dizem: Eu amarei você quando eu não quiser te amar. Eu amarei você quando você estiver doente. Quando tivermos dinheiro e quando não tivermos. Eu amarei você para sempre.

Max Lucado - Autor

Pela cruz de Cristo,Maristela Guimarães

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